Chorar à toa seria sentimentalismo exacerbado? Ou intensidade atômica da realidade totalistica?
A raiva seria a incompreensão do lado fora do seu? Do egoísmo do eu centrado em um núcleo sólido, invariável?
O pensamento incansável do ego, insegurança e instabilidade emocional, medo, seriam incansáveis tentativas de ser aceito na fragilidade incandescente de uma sociedade aonde todos querem brilhar?
O consumismo acelerado, seria o culpado a propaganda e a publicidade? que acumulamos no inconsciente e absorvemos sob forma de sobrevivência e incapacidade de viver afim de não querer!?
O crescer, seria só para cima? Sempre mais e melhor?
O corpo só seria outra vitrine itinerante que desfila a fim de aceitação sexual e atrativa?
A mente seria apenas o racional do certo e errado? Do sou não sou? Do vou não vou? Do faço não faço? Do 2+2=4? Ou 5?
A memória seria o sei não sei? O fiz não fiz? O fui não fui?o vi não vi?
O amor seria a posse de alguns aliados a fim de dar e receber proteção, segurança, companhia e trocas afetivas?
A insensibilidade seria a falta de se encontrar junto ao todo? De ser uno e não passar de matéria ególatra?
O sexo é sempre sexo, com suas variáveis incontestáveis, aliadas do desejo instintivo... Mas, e a necessidade do sexo como mais um produto? O sex appeal do inorgânico?”
A realidade seria essa que aceitamos visualmente e materialmente? A realidade seria a dessa mesa, desse papel que escrevo, do prédio que moro, do lugar que trabalho, da minha mãe que pariu, do pai que fugiu, da égua que morreu, da avó doente, da dor de dente?
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